
- E aí, amor?
- Foi m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o!
- Tão bom assim?
- Hummmmmmm! E como! Que falta de um cigarrinho agora...
- Flavinha, querida, você também foi maravilhosa. Cláudia não chega aos seus pés!
- Jorge, seu mentirozinho. Só diz isso pra me agradar.
- Eu juro, Flavinha, que é verdade. Juro de pés juntos.
- Jorge... você ouviu?
- Ouviu o quê?
- Psiu! É Ferdinando.
- Diabos, é ele mesmo. E agora?
- Se esconde!
- Onde?
- Rápido! Debaixo da cama!
- E você?
- Vou pro banheiro.
-Flaviiiiiiiiiiiiinha! Amoooooooooooooor!
-Tô aqui, benzinho. No banho. Já voltou?
- Não estou me sentindo bem hoje. Voltei mais cedo do plantão. Você vai sair agora?
- Vou. Já estou atrasada. Beijo, amor. Te cuida.
- Beijo, querida.
*
- Puta merda! Voltei cedo demais... É bem capaz de Flavinha ficar desconfiada...
- Ferdinannnnnnnnnnnnndo! Querido! Abre aqui! Cheguei!
- Cláudia? Entre, meu bem...
- Você tá tão gostoso...
-Você também... deliciosa...
*
- E aí, benzinho?
-Foi s-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l.
- Mesmo?
- Demais, amor.
- Que bom.
- Fui melhor que Flavinha? Seja sincero, Ferdinando. Diga a verdade.
-Minha mulher não se compara a você.
-Nem Jorge se compara a você, aquele grosso.
- Que bom.
- O que foi isso?
-Foi o bip.
-Uma emergência?
-Isso. Tenho de ir, Cláudia.
-Agora?
-Agora mesmo, senão perco o emprego. Mas não tenha pressa. Flavinha não volta agora. Basta bater a porta, viu?
- Certo.
*
- Cláudia, sua vagabunda! Você tava transando com Ferdinando, meu melhor amigo!
-E você, Jorge, o que estava fazendo debaixo da cama dele?
-Bem... eu...
- Cê tava transando com ele? Você é gay?
- O quê? Com ele? Claro que não. Não sou gay. Se aprume! Eu, que não sou besta, tava traçando Flavinha, que me deu sopa. Mas aí, ele chegou... Uma merda.
- Você, me traindo com Flavinha? Logo Flavinha, minha melhor amiga!
- Ora, você não acabou de transar com Ferdinando?
-Transei.
- E agora?
- Na casa dos outros, seria tão excitante... Muito excitante.... Não seria?
- Seria, não. Será...
*
- E aí, amor?
-Foi s-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l.
- Tão bom assim?
- Demais, amor.
- Melhor que Ferdinando?
- Ferdinando, aquele apressadinho? Muito melhor...
- E Flavinha – magrela - não chega aos seus pés. Aquela traíra me deixou no fogo, lascado, debaixo da cama, morrendo de medo, e se picou.
- Te amo.
- Te amo também.
- Jorge, psiu! Você ouviu? Você ouviu isso? Quem será?


Nossa senhoras dos "escorneados". Eita que foi uma coisa de um pega a mulher do outro, o outro pega a mulher de um. Barão, não tô te reconhecendo!!! Cadê aquela sobriedade gótica do nosso contista?
ResponderExcluirTô brincando, meu bom! Deu pra se divertir!
Pois é, Afonso. Pouca gente conhece o lado brincalhão e humorístico do Barão.
ResponderExcluireita, eu e o meu problema de não entender paçocas da maioria dos contos T-T
ResponderExcluirmais mesmo assim, eu gostei, de alguma forma eu ri, mas acho que vou demorar pra entender completamente esse conto :\
da um coice entao e vai ler gibi.... kkkkkkkkkkkkk
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