
CG: Onde nasceu o bom camarada Luciano Barreto? E onde cresceu?
Nasci, cresci e vivo em Campos dos Goytacazes, interior do Rio de Janeiro. O município que mais produz petróleo no Brasil.
GG: Qual o primeiro contato com o mundo da literatura sombria?
Paulo, meu primeiro contato com a literatura se deu um pouco tarde. Creio que foi aos 13 ou 14 anos que uma professora pediu para que os alunos da turma lessem um livro intitulado "Sete gritos de terror", escrito por Edson Gabriel Garcia. Pelo que me recordo, eram histórias que mesclavam terror e suspense. Não lembro dos títulos, mas não esqueço do desfecho de uma história em especial. Um corajoso protagonista pagou com a própria alma uma aposta que havia perdido. Essa história realmente me amedrontou. Mas era um medo controlado, um sentimento interessante, tal qual o que senti há alguns anos quando li "A cor que caiu do céu", de Lovecraft. "Sete gritos de terror" me mostrou que havia um mundo literário fantasmagórico a ser explorado. Portanto, foi um divisor de águas na minha vida. Daí para frente, eu tomei gosto pela literatura sombria. Entretanto, não levei o hobby adiante. Terminei a adolescência sem ler mais nenhum livro. Alguns livros que peguei emprestado da biblioteca municipal, não corresponderam à minha expectativa e foram sumariamente devolvidos. Então, comecei a trabalhar e deixei a literatura de lado. Aos vinte e dois anos, um amigo me emprestou "O alquimista" de Paulo Coelho. Gostei - sim - desse livro. Tentei ler outros livros dele, mas não consegui terminar nenhum. Obviamente, não era aquele tipo de literatura que havia mexido com meu psicológico quando adolescente. E foi depois de ler "O segredo da guilhotina" de Villiers de L'isle Adam que eu me direcionei para a literatura fantástica e - inclusive - comecei a escrever meus primeiros contos. Depois, li ótimas obras. Dentre elas o medonho conto de Lovecraft que citei acima.
CG: Qual a sua grande paixão literária?
Certamente, são os contos. E dos contos, os de terror, horror, ficção científica (prefiro FC Hard e Steampunk) e alguma coisa policial me apetecem. É uma via de mão dupla, pois gosto de ler e escrever. Embora, nunca tenha escrito um texto de FC hard ou steampunk. Estou trabalhando no sentido de evoluir esse faceta contista-tecnológica.
CG: Qual a sua grande referência na literatura fantástica mundial atualmente?
Muito bem, propalo que não sou literato e, portanto, não tenho vasto cabedal de conhecimento na área. Contudo tomo como referências para meus trabalhos, autores como Edgar Allan Poe, H. P. Lovecraft, Ambrose Bierce, Machado de Assis et al. Mas essa turma já morreu. Uma referência viva é fácil de lembrar: Peter Straub. Li "Os mortos-vivos" um livro que aborda o tema fantasma. Tema esse que muito me agrada. E - sem medo de errar - a obra é nota 10.
CG: E no Brasil?
Temos alguns escritores bons no Brasil que souberam usar a mídia e uma certa rede de contatos (inclua-se aí dinheiro) para se fazerem presente ao público nacional. Mas temos outros escritores de qualidade que ainda não chegaram lá ou estão chegando devagar. E não lograram tanto sucesso porque - infelizmente - o mercado nacional só quer ler o superficial. Vamos torcer para que esse paradigma caia por terra. Acho que grupos literários, notadamente os virtuais, são um bom começo para melhorar a situação. Mas há de se ter cuidado com as famigeradas "panelinhas".
CG: Qual é o seu grande sonho?
Eu sou um sonhador. Sou movido a sonhos, amigo. São vários, portanto revelo um no campo literário. Parece incrível, mas não aspiro ser escritor profissional. Sendo uma espécie de referência para contos de terror no Brasil eu já me daria por satisfeito. Mas falta muito!
CG: Qual foi a sua maior conquista?
Minha maior conquista extrapola a literatura. Foi entender que tudo que eu quiser eu consigo, basta trabalhar para que a conquista se realize.
CG: E a maior derrota (Mengo não vale....)?
Fui derrotado alguma vezes. Mas não houve a maior derrota; foram pequenas derrotas que são comum a todos. Creio que enquanto eu duvidava da minha capacidade, eu estava sendo derrotado. E ainda tenho meus pais; quem já não os tem, certamente já sentiu o gosto amargo da maior derrota.
CG: O que gostaria de esquecer?
Essa é fácil. Queria poder esquecer as mazelas que nos cercam.
CG: E de lembra-se para sempre?
Gosto de me lembrar dos áureos tempos em que as palavras responsabilidade e preocupação não tinham o menor sentido para mim.
CG: Como Luciano contempla, no espelho, a própria alma?
Sentado com as mãos entrelaçadas sobre as pernas. (rsrsrsrsrsrs)
CG: O que Luciano gostaria de dizer para ser realmente ouvido?
Está tudo errado. Vamos recomeçar quantas vezes for preciso!
Nasci, cresci e vivo em Campos dos Goytacazes, interior do Rio de Janeiro. O município que mais produz petróleo no Brasil.
GG: Qual o primeiro contato com o mundo da literatura sombria?
Paulo, meu primeiro contato com a literatura se deu um pouco tarde. Creio que foi aos 13 ou 14 anos que uma professora pediu para que os alunos da turma lessem um livro intitulado "Sete gritos de terror", escrito por Edson Gabriel Garcia. Pelo que me recordo, eram histórias que mesclavam terror e suspense. Não lembro dos títulos, mas não esqueço do desfecho de uma história em especial. Um corajoso protagonista pagou com a própria alma uma aposta que havia perdido. Essa história realmente me amedrontou. Mas era um medo controlado, um sentimento interessante, tal qual o que senti há alguns anos quando li "A cor que caiu do céu", de Lovecraft. "Sete gritos de terror" me mostrou que havia um mundo literário fantasmagórico a ser explorado. Portanto, foi um divisor de águas na minha vida. Daí para frente, eu tomei gosto pela literatura sombria. Entretanto, não levei o hobby adiante. Terminei a adolescência sem ler mais nenhum livro. Alguns livros que peguei emprestado da biblioteca municipal, não corresponderam à minha expectativa e foram sumariamente devolvidos. Então, comecei a trabalhar e deixei a literatura de lado. Aos vinte e dois anos, um amigo me emprestou "O alquimista" de Paulo Coelho. Gostei - sim - desse livro. Tentei ler outros livros dele, mas não consegui terminar nenhum. Obviamente, não era aquele tipo de literatura que havia mexido com meu psicológico quando adolescente. E foi depois de ler "O segredo da guilhotina" de Villiers de L'isle Adam que eu me direcionei para a literatura fantástica e - inclusive - comecei a escrever meus primeiros contos. Depois, li ótimas obras. Dentre elas o medonho conto de Lovecraft que citei acima.
CG: Qual a sua grande paixão literária?
Certamente, são os contos. E dos contos, os de terror, horror, ficção científica (prefiro FC Hard e Steampunk) e alguma coisa policial me apetecem. É uma via de mão dupla, pois gosto de ler e escrever. Embora, nunca tenha escrito um texto de FC hard ou steampunk. Estou trabalhando no sentido de evoluir esse faceta contista-tecnológica.
CG: Qual a sua grande referência na literatura fantástica mundial atualmente?
Muito bem, propalo que não sou literato e, portanto, não tenho vasto cabedal de conhecimento na área. Contudo tomo como referências para meus trabalhos, autores como Edgar Allan Poe, H. P. Lovecraft, Ambrose Bierce, Machado de Assis et al. Mas essa turma já morreu. Uma referência viva é fácil de lembrar: Peter Straub. Li "Os mortos-vivos" um livro que aborda o tema fantasma. Tema esse que muito me agrada. E - sem medo de errar - a obra é nota 10.
CG: E no Brasil?
Temos alguns escritores bons no Brasil que souberam usar a mídia e uma certa rede de contatos (inclua-se aí dinheiro) para se fazerem presente ao público nacional. Mas temos outros escritores de qualidade que ainda não chegaram lá ou estão chegando devagar. E não lograram tanto sucesso porque - infelizmente - o mercado nacional só quer ler o superficial. Vamos torcer para que esse paradigma caia por terra. Acho que grupos literários, notadamente os virtuais, são um bom começo para melhorar a situação. Mas há de se ter cuidado com as famigeradas "panelinhas".
CG: Qual é o seu grande sonho?
Eu sou um sonhador. Sou movido a sonhos, amigo. São vários, portanto revelo um no campo literário. Parece incrível, mas não aspiro ser escritor profissional. Sendo uma espécie de referência para contos de terror no Brasil eu já me daria por satisfeito. Mas falta muito!
CG: Qual foi a sua maior conquista?
Minha maior conquista extrapola a literatura. Foi entender que tudo que eu quiser eu consigo, basta trabalhar para que a conquista se realize.
CG: E a maior derrota (Mengo não vale....)?
Fui derrotado alguma vezes. Mas não houve a maior derrota; foram pequenas derrotas que são comum a todos. Creio que enquanto eu duvidava da minha capacidade, eu estava sendo derrotado. E ainda tenho meus pais; quem já não os tem, certamente já sentiu o gosto amargo da maior derrota.
CG: O que gostaria de esquecer?
Essa é fácil. Queria poder esquecer as mazelas que nos cercam.
CG: E de lembra-se para sempre?
Gosto de me lembrar dos áureos tempos em que as palavras responsabilidade e preocupação não tinham o menor sentido para mim.
CG: Como Luciano contempla, no espelho, a própria alma?
Sentado com as mãos entrelaçadas sobre as pernas. (rsrsrsrsrsrs)
CG: O que Luciano gostaria de dizer para ser realmente ouvido?
Está tudo errado. Vamos recomeçar quantas vezes for preciso!


Barão, o Barreto é uma figura muito querida e batalhadora. Espero que realmente ele consiga alcançar seus objetivos tanto na literatura fantástica, que nos une através do forum, quanto no lado profissional. Ultimamente, você, Barreto tem aparecido menos lá no forum. Não faça isso, não, meu amigo. Passa por lá, pelo menos, pra dizer um alô.
ResponderExcluirGrande abraço!
nossa, El Barretón escreve muito bem, saiu-se bem no ping pong
ResponderExcluirRoger (SC)